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sábado, 11 de outubro de 2025

Como Fazer um Excelente Devocional Bíblico Matinal?

 Para fazer um excelente devocional bíblico matinal, o segredo é criar uma rotina intencional que combine leitura da Palavra de Deus, meditação e oração. O foco não deve ser em um ritual, mas em ter um tempo de qualidade e entrega sincera a Deus. 



Siga os passos a seguir para estruturar seu momento com Deus:

1. Prepare o ambiente 

Escolha um local tranquilo: Encontre um canto silencioso onde você não será interrompido.

Defina um horário: Reserve um tempo fixo, de 15 a 30 minutos, logo pela manhã. Começar o dia com Deus ajuda a definir a direção das suas tarefas.

Tenha os materiais à mão: Deixe sua Bíblia (física ou app), um caderno ou diário e uma caneta por perto. 

2. Comece com oração 

Peça orientação: Antes de começar a leitura, ore para que o Espírito Santo abra seu entendimento e te ajude a ouvir a voz de Deus. Peça um coração receptivo e que Ele afaste as distrações. 

3. Leia a Palavra de Deus 

Escolha um plano de leitura: Ler a Bíblia de forma sistemática é mais eficaz do que aleatoriamente. Você pode seguir um plano anual ou escolher um livro específico para estudar até o fim.

Livros para começar: Se você está começando, os Evangelhos (como Mateus ou João), os Salmos ou Provérbios são ótimos pontos de partida.

Leia com atenção: Não tenha pressa. Mesmo um único versículo pode tocar profundamente o seu coração. Releia o trecho se for necessário para um melhor entendimento. 

4. Medite e reflita (usando o método SOAP)

Para uma meditação mais estruturada, o método SOAP é uma ótima ferramenta: 

S - Escritura: Anote o versículo ou passagem que mais falou com você.

O - Observação: Reflita sobre o que a passagem diz. Quem escreveu? Para quem? Em que contexto?.

A - Aplicação: Pergunte-se como pode aplicar essa verdade na sua vida hoje. Qual lição Deus quer te ensinar?.

P - Oração: Fale com Deus sobre o que você aprendeu. Peça ajuda para colocar a verdade em prática e inclua seus agradecimentos, confissões e pedidos. 

5. Registre suas anotações 

Use um diário devocional: Anote suas reflexões, os versículos que mais se destacaram, as lições aprendidas, motivos de gratidão e pedidos de oração. Isso ajuda a organizar as ideias e acompanhar seu crescimento espiritual. 

6. Finalize com oração e louvor 

Converse com Deus: Depois de meditar na Palavra, converse com Deus, apresentando seus planos, preocupações e gratidões.

Cante louvores: Colocar uma música de adoração pode enriquecer o momento e te ajudar a se conectar com Deus de forma mais profunda. 

Dicas extras para manter a consistência:

Comece pequeno: Se você tem pouco tempo, comece com 10 ou 15 minutos e aumente gradualmente. O importante é criar o hábito.

Não se culpe por falhar: Se um dia não for possível, não desanime. Retome no dia seguinte. O relacionamento com Deus é uma jornada, não uma obrigação religiosa.

Use recursos digitais: Existem vários aplicativos de leitura bíblica que oferecem planos de leitura e devocionais guiados para facilitar sua rotina. 


sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Como Cuidar de Pintinhos Recém-Nascidos

 Para cuidar de pintinhos recém-nascidos, é fundamental oferecer um ambiente aquecido, limpo e protegido, além de garantir alimentação e hidratação adequadas. 



1. Ambiente seguro e aquecido

O pinteiro: Use uma caixa de papelão, um tanque de metal ou um cercado de madeira para criar um espaço chamado pinteiro. Ele deve estar em um local livre de correntes de ar, umidade e predadores.

Aquecimento: Como os pintinhos não conseguem regular a própria temperatura, precisam de uma fonte de calor.

Use uma lâmpada de aquecimento ou uma campânula.

Para a primeira semana, a temperatura deve ser de aproximadamente 35 °C a 37 °C.

Ajuste a altura da lâmpada para controlar a temperatura. Observe o comportamento dos pintinhos: se estiverem amontoados, estão com frio; se estiverem longe da lâmpada e ofegantes, estão com calor.

Cama: Forre o chão com maravalha (aparas de madeira), serragem ou palha de arroz para isolar o frio e absorver a umidade das fezes. Troque a cama regularmente para manter a higiene. 

2. Alimentação e hidratação

Água: A primeira coisa que os pintinhos precisam ao chegar é água fresca e limpa.

Use bebedouros rasos para evitar afogamentos.

Limpe o bebedouro diariamente para evitar contaminações.

Você pode adicionar eletrólitos e vitaminas na água na primeira semana para ajudar na hidratação.

Ração: Ofereça uma ração inicial balanceada, com 18% a 20% de proteína, até que os pintinhos completem 6 a 8 semanas.

Nos primeiros dias, espalhe a ração em um jornal para que os pintinhos a encontrem facilmente.

Verifique se a ração e a água estão sempre disponíveis. 

3. Higiene e monitoramento

Limpeza: Mantenha o pinteiro limpo para prevenir doenças. Troque a cama e lave os bebedouros e comedouros diariamente.

Monitoramento: Fique de olho no comportamento dos pintinhos. Se parecerem tristes, fracos ou com penas sujas, pode ser um sinal de problema de saúde. Um problema comum é o "traseiro empastado" (coccidiose), que deve ser limpo suavemente com um pano úmido.

Manuseio: Evite manusear os pintinhos com frequência nos primeiros dias, pois eles são frágeis e suscetíveis a doenças. 

4. Transição para o ambiente externo

Diminuição do calor: A partir da segunda semana, reduza a temperatura do pinteiro em 3 °C a cada semana. Isso ajuda a acostumá-los à temperatura ambiente.

Vida adulta: Quando os pintinhos estiverem totalmente emplumados (com 6 a 8 semanas), eles estarão prontos para se mudar para o galinheiro externo.





quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Quem São os Huteritas

 

Os huteritas, ou Irmãos Huterianos, são um grupo cristão anabatista que vive em colônias comunitárias, principalmente no oeste da América do Norte. Assim como os amish e menonitas, suas raízes remontam à Reforma Radical do século XVI na Europa. A principal diferença que os distingue é seu sistema de vida em comunidade, onde a propriedade é coletiva e não individual. 

Origem e história

Fundador: O movimento foi fundado por Jakob Hutter, um líder anabatista do Tirol, no início do século XVI. Hutter foi torturado e queimado como herege em 1536.

Perseguição: Devido às suas crenças, principalmente a comunidade de bens e o pacifismo, os huteritas enfrentaram séculos de perseguição na Europa.

Diáspora: A perseguição os levou a uma série de migrações por países da Europa Central e Oriental, como Morávia (hoje República Tcheca), Hungria, Transilvânia e Ucrânia.

Migração para a América: No final do século XIX, buscando refúgio da perseguição, os huteritas emigraram para os Estados Unidos, estabelecendo-se no Território de Dakota. Durante a Primeira Guerra Mundial, devido à perseguição causada por seu pacifismo, muitos se mudaram para o Canadá. 

Crenças e estilo de vida

Vida comunitária: A base de sua sociedade é a colônia (chamada bruderhof), onde tudo é compartilhado. Os huteritas rejeitam a propriedade privada, baseando-se nas práticas da igreja cristã primitiva.

Religião e trabalho: A vida e o trabalho estão intrinsecamente ligados à fé. A religião e o trabalho são extremamente importantes para eles.

Tecnologia: Embora sejam mais abertos à tecnologia do que os amish, a aceitam principalmente para fins de agricultura e negócios que beneficiem a comunidade. Preferem se manter separados das distrações do mundo exterior, como rádio e televisão.

Pacifismo: Os huteritas são pacifistas e não participam de conflitos armados.

Organização social: A sociedade huterita é patriarcal, com papéis de gênero bem definidos. Os homens são responsáveis por grande parte da interação com a comunidade externa e pelas tarefas que geram renda, enquanto as mulheres cuidam do trabalho doméstico. A liderança é eleita pelos membros da comunidade.

Vestimenta: Possuem um código de vestimenta modesto e tradicional, que serve para se diferenciar da sociedade externa.

Educação: As crianças estudam em escolas da própria colônia, com o currículo se alinhando gradualmente aos requisitos estaduais e provinciais. A escola é dividida em ensino em alemão e inglês. 

Comunidades atuais

A maioria dos huteritas hoje vive no Canadá (principalmente em Alberta, Manitoba e Saskatchewan) e nos Estados Unidos (em estados como Dakota do Sul, Dakota do Norte e Montana).

Eles continuam a viver em colônias agrícolas que operam coletivamente, prosperando economicamente, mas buscando manter sua identidade e tradições.






Como os Amish Conservam Ovos

Os Amish, por não utilizarem eletricidade ou refrigeração, usam métodos tradicionais e de baixo custo para conservar ovos por longos períodos. A técnica mais conhecida e amplamente utilizada por eles é o método "water glassing", que envolve o uso de cal virgem. 



Método de conservação Amish (Water Glassing)

Materiais necessários:

Ovos frescos e não lavados

Cal hidratada para conserva (também conhecida como cal virgem)

Água destilada ou sem cloro

Recipiente grande com tampa 

Procedimento:

Escolha e limpeza: Selecione ovos frescos, recém-postos e sem rachaduras. É crucial que não sejam lavados, pois a cutícula natural da casca é essencial para a conservação.

Preparação da solução: Misture a cal hidratada com a água, em uma proporção de aproximadamente 100g de cal para cada litro de água, até que a solução fique leitosa.

Armazenamento: Coloque os ovos cuidadosamente no recipiente, com a ponta mais fina para baixo. Em seguida, despeje a solução de cal e água até que os ovos fiquem totalmente submersos.

Selação e local: Feche o recipiente e guarde-o em um local fresco, escuro e com temperatura estável, como um porão ou despensa. 

Como funciona?

A solução de cal cria um ambiente alcalino que sela os poros da casca do ovo, impedindo a entrada de bactérias e a perda de umidade. Isso estende a validade dos ovos por muitos meses, permitindo que sejam consumidos mesmo durante os meses de inverno, quando as galinhas põem menos ovos. 

Outras técnicas

Além do water glassing, outros métodos tradicionais incluem:

Revestimento com gordura: Algumas famílias utilizavam banha ou gordura derretida para cobrir a casca do ovo, criando uma barreira protetora contra a contaminação.

Armazenamento em cinzas: Outro método consistia em enterrar os ovos em cinzas de madeira seca. As cinzas absorvem a umidade e protegem os ovos de bactérias. 

O que fazer antes de usar?

Quando for usar um ovo conservado por esses métodos, é importante lavá-lo bem com água, pois a casca ainda pode conter resíduos da solução ou cinzas. Depois, o ovo pode ser usado normalmente em diversas preparações. 








FAzer Sua Horta e Alimentação Emagrece

 

Sim, fazer uma horta e consumir seus alimentos pode contribuir para o emagrecimento por incentivar uma alimentação mais saudável, livre de agrotóxicos, além de estimular o consumo de alimentos frescos e diminuir o de processados. A atividade física envolvida no manejo da horta também ajuda a queimar calorias e melhorar o bem-estar geral. 





Como a horta contribui para o emagrecimento:

·                     Alimentação mais saudável e natural: 

O cultivo em casa garante alimentos frescos, nutritivos e livres de agrotóxicos, o que melhora a qualidade da dieta e reduz o consumo de ingredientes processados. 

·                     Aumento do consumo de vegetais: 

Ter uma horta estimula o consumo de verduras, legumes e ervas, que são ricos em fibras e nutrientes e essenciais para uma alimentação equilibrada. 

·                     Estímulo à atividade física: 

As atividades de jardinagem, como plantar, regar e capinar, queimam calorias e funcionam como um exercício físico, contribuindo para o controle de peso. 

·                     Melhora do metabolismo: 

Certas plantas que podem ser cultivadas em casa, como o alecrim e o gengibre, são conhecidas por suas propriedades termogênicas e por acelerar o metabolismo. 

Dicas para começar sua horta:

·                     Comece pequeno: 

Você pode cultivar ervas, temperos e hortaliças mesmo em espaços reduzidos, como vasos na varanda ou na cozinha. 

·                     Pesquise sobre as plantas ideais: 

Hortelã, erva-doce, alecrim, capim-limão, salsinha e gengibre são algumas opções que auxiliam no emagrecimento e são fáceis de cultivar, de acordo com o Correio Braziliense

·                     Encare como um estilo de vida: 

A horta pode se tornar um hábito prazeroso que promove a conexão com a terra e o contato com alimentos frescos, impactando positivamente sua saúde e o meio ambiente. 


Como Fazer Seu Próprio Alimentos - resumo

 

Para "fazer seu próprio alimento", você pode cultivá-lo em casa, plantando em vasos, garrafas PET, ou criando uma horta em um espaço maior, como um quintal ou horta comunitária, com ervas e temperos como manjericão e cebolinha. Outra forma é cozinhar sua própria comida, o que permite ter controle sobre os ingredientes e o método de preparo, além de ser uma atividade terapêutica e benéfica para a saúde. Para quem tem mais espaço, é possível até plantar milho e aipim. 

Cultivando alimentos em casa
  • Comece com o que é fácil: 
    Ervas e temperos como manjericão, cebolinha, salsinha, hortelã, alecrim e erva-doce são ótimas opções para começar, mesmo em apartamentos. 
  • Explore o espaço: 
    Se tiver mais espaço, pode cultivar tomate menor, pimentas, e folhosas como alface e couve. 
  • Use diferentes técnicas: 
    Para quem tem pouco espaço, pode usar vasos, garrafas PET, ou canteiros. 
  • Considere hortas comunitárias: 
    Se você tem um grupo de amigos, pode criar uma horta comunitária para cultivar alimentos em um espaço maior. 
  • Aposte na adubação orgânica: 
    Evite agrotóxicos e use adubação orgânica, como o composto feito com resíduos de sua casa. 
Cozinhando sua própria comida
  • Tenha controle sobre a alimentação: 
    Ao cozinhar em casa, você sabe exatamente quais ingredientes e em qual quantidade estão sendo usados, o que contribui para uma alimentação mais saudável. 
  • Benefícios para a saúde: 
    Preparar a própria comida pode ajudar a reduzir o consumo de gorduras e carboidratos, além de ser uma forma de controlar o estresse e a ansiedade. 
  • Cozinha como terapia: 
    O ato de cozinhar pode ser um momento de cura e relaxamento, permitindo que você se conecte com os alimentos e o presente. 
  • Conexão com os outros: 
    Preparar refeições em casa também pode ser uma oportunidade de criar laços afetivos e socializar com familiares e amigos. 

Cultivar o próprio alimento é um incentivo para a alimentação adequada e saudável

 

Uma comida fresca é capaz de despertar todos os seus sentidos, visão, tato, olfato e paladar. Isso porque um alimento recém-colhido apresenta uma cor mais viva, uma textura mais firme, um aroma mais marcante e, claro, um sabor mais intenso. Sem contar que conhecer a origem daquilo que será consumido contribui para  uma alimentação adequada e saudável.

Cultivar alimentos em casa já é a opção de muita gente. Mas não se engane achando que ter uma horta é privilégio e exclusividade de quem dispõe de um quintal grande.

Mesmo em pequenos espaços é possível cultivar algumas espécies. A palavra de ordem é uma só: adaptação. Segundo Rafael Rioja, Nutricionista e Analista em Regulação do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o ponto de partida para definição dos melhores temperos e alimentos a serem cultivados é o espaço disponível, seja em um apartamento ou em uma casa.

Ele explica que a principal diferença vai ser, por exemplo, em relação à exposição solar e à dimensão da área útil para o cultivo. Por esse motivo, temperos e ervas como, por exemplo, manjericão, alecrim, cebolinha, hortelã e erva-doce são mais fáceis de cultivar em um apartamento. As espécies de tomates menores e as pimentas também costumam se dar bem nos espaços próximos às janelas.

Já hortaliças como cenouras, batatas, alfaces e alimentos similares até necessitam de espaços maiores, mas isso não impede que a fase inicial do cultivo seja feita no apartamento. Em seguida, com o desenvolvimento das plantas, elas podem ser deslocadas para espaços maiores como hortas comunitárias.

Mudas ou sementes?

Mesmo para quem está se aventurando pela primeira vez na construção das hortas, esse pode ser um processo experimental e prazeroso. Para facilitar, Rafael orienta que plantar ou cultivar mudas é o caminho mais simples para quem está começando e dispõe de pequenos espaços. Afinal, plantar a partir das sementes exige um pouco mais conhecimento em relação ao espaçamento para o plantio, assim como as possibilidades de germinação no início.

Uma outra dica importante dada pelo profissional é garantir que as mudas estejam bem adubadas, de preferência com adubos livres de sintéticos e outros compostos químicos, além de garantir o aporte de sol e regas adequadas para cada planta. Nesse sentido, o local onde será feito o plantio vai depender do tipo de alimento e espaço disponível na residência. Os temperos e ervas se adequam muito bem a vasos, enquanto as demais hortaliças exigem canteiros com maior espaço, explica Rafael.

Como lidar com as pragas?

Para lidar com as pragas, existem possibilidades que vão desde plantar diferentes espécies até receitas caseiras para espantar as visitas indesejadas. Confira no quadro abaixo o passo a passo de pesticidas naturais retirados de uma publicação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa):

CALDA DE ALHO, PIMENTA E SABÃO – Repelente de várias pragas

Picar e amassar 1 cabeça de alho e 2 pimentas vermelhas (“dedo-de-moça”). Picar 25 gramas (1/4 de barra) de sabão de coco, dissolvê-lo em 2 L de água quente. Juntar o alho e a pimenta. Deixar esfriar, coar em pano fino e aplicar.

EMULSÃO DE ÓLEO MINERAL – Para controle de cochonilhas.

Misturar em um balde grande de metal, 2 L de água, 1 quilo de sabão neutro picado e 8 L de óleo mineral. Ferver a mistura até formar uma pasta, mexendo sempre. No dia da aplicação, separar 50 gramas da pasta e misturá-la com 3 L de água morna.

CALDA DE TOMATEIRO – Para controle de pulgões

Picar meio quilo de folhas e talos de tomateiro. Colocar o material em frasco com capacidade de 2 L e acrescentar 1 L de álcool. Deixar repousar por alguns dias. Coar a mistura em pano fino. Para aplicar, separar 1 copo do líquido e misturar com 10 L de água.

Para Rafael, grandes aprendizados no cultivo das hortas envolvem também entender os ciclos que passam as plantas. “Vale citar também que nem todos os insetos que passam por uma horta são pragas. Eles podem estar até mesmo auxiliando no controle delas. Joaninhas e outros besouros são frequentadores assíduos e, na maioria das vezes, são muito bem-vindos em hortas”, explica.

Sobre isso, conforme reforça uma publicação da Embrapa, para combater as pragas existem na natureza organismos chamados “inimigos naturais” que matam ou parasitam as pragas. As joaninhas, por exemplo, matam pulgões, cochonilhas, tripés, ácaros e moscas brancas. Além delas, as aranhas também são vorazes predadoras de várias pragas. Por esse motivo, o agricultor deve proteger e conservar esses “bichinhos”.

Quais as vantagens de cultivar uma horta em casa?

Independente do tamanho da área disponível para cultivar uma horta em casa, a principal vantagem, sem dúvida, é a aproximação com o ato de produzir e comer o próprio alimento. Essa é a dimensão mais potente, ao mesmo tempo sutil e transformadora, afirma Rafael. O ato de cultivar os vegetais é, inclusive, um movimento importante em relação à prática das habilidades culinárias e ao consumo dos alimentos in natura, conforme orienta e reforça o Guia Alimentar para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde .

Rafael lembra também que essa é uma forma de ampliar a consciência sobre os sistemas alimentares, de procurar cada vez mais, mesmo quando estiver fora de casa, conhecer os alimentos que são comprados e como são produzidos e, ao mesmo tempo, entender o papel que as políticas públicas podem ter para ajudar nessa busca.

Além dos benefícios oferecidos à alimentação e saúde da família, o contato com as plantas e com a terra surge como uma fonte de bem-estar e de aproximação com uma alimentação adequada e saudável. “Para além dos estudos e experiências que demonstram os benefícios essa relação de cultivo do próprio alimento, é bastante intuitivo o processo de cultivar, cuidar e entender melhor os processos naturais, colocando, literalmente, a mão nas plantas e na terra”, afirma Rafael.

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2021/cultivar-o-proprio-alimento-e-um-incentivo-para-a-alimentacao-adequada-e-saudavel